(EXTRAÍDO - DA REVISTA ISTO É N° 2091 - DEZ/2009)
Luíz Inácio Lula da Silva - O brasileiro do ano
Boa parte do mundo definirá 2009 como um ano que não deixará saudades. O Brasil, não. Aqui, os 12 meses que chegam ao fim podem ser reverenciados no futuro como os da afirmação definitiva do País como uma força global.
Revista Isto É
Edição n° 2091 - Dez/09
Nunca um governante brasileiro foi tão reverenciado no Exterior como Lula. Seu protagonismo na cena internacional evidenciou-se em vários momentos. Foi o que se viu na reunião dos países do G-20, quando foi apontado por Obama como “o cara”, o líder mais popular da Terra, e também quando ele recebeu os prêmios da Unesco, por contribuição para a paz, e da Chatham House, o Real Instituto de Assuntos Internacionais do Reino Unido, um dos mais prestigiados organismos de discussão de temas mundiais, que o considerou o estadista do ano. Esta fase brasileira é marcada por duas imagens na imprensa internacional: as capas do jornal britânico “Financial Times e da tradicional revista "The Economist".
O primeiro, considerado a bíblia do capitalismo, destacou a tentativa de Lula de convencer Obama e o presidente da China, Hu Jintao, a participar da conferência de Copenhague. Já a “The Economist” trouxe uma matéria de 14 páginas sobre a situação econômica do País com o título de capa “O Brasil decola” e a imagem do Cristo levantando voo como um foguete. As duas reportagens de grande destaque vieram confirmar, com todas as letras, a projeção internacional de Lula. E, em consequência, a imagem do Brasil como importante ator global.
“Foi um ano bom para o Brasil. A crise financeira internacional acabou sendo uma boa oportunidade para mostrarmos ao mundo a força da nossa economia e a nossa capacidade de superação e, com isso, nosso país ser ainda mais respeitado nos fóruns internacionais”, disse Lula à ISTOÉ, ao saber que foi eleito pela revista “O Brasileiro do Ano”.
Méritos não faltaram ao presidente Lula e à política econômica de seu governo. No Exterior, não se fala de outra coisa senão sobre a capacidade que o Brasil – antes visto como um gigante ameaçado por turbulências insanáveis e pela inflação – teve de se transformar num país de economia estável e porto seguro para o investimento estrangeiro. O “B” é a estrela entre os países que compõem os BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China), com os especialistas prevendo um crescimento de até 5% para a economia em 2010.
Lula já garantiu na história o mesmo papel de destaque de JK e Getúlio Vargas
Em 2010, Lula terá dois grandes desafios: manter o País no ciclo do crescimento econômico sustentável e fazer da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, sua sucessora. Ao participar da comemoração de seus 64 anos promovida por militantes do PT em frente ao Palácio da Alvorada, no dia 24 de outubro, Lula soprou as velas do bolo e confidenciou aos ministros presentes que a vitória de Dilma poderá ser o seu grande presente de aniversário no próximo ano. “Se Deus quiser, estarei comemorando a eleição dela”, disse. Para atingir o objetivo, Lula fez vigorosos movimentos políticos este ano. Enquadrou o PT e patrocinou o pré-acordo com o PMDB, maior partido da base aliada, que consolida a aliança eleitoral para a disputa presidencial de 2010. Se o acerto será cumprido pelos peemedebistas é outra história.
O presidente também tem se empenhado pessoalmente para garantir o caráter plebiscitário das eleições. Na campanha, planeja reproduzir o embate que domina a política desde 1994: PT versus PSDB. Por isso, trabalha nos bastidores para tirar o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) do páreo presidencial. Dessa forma, na comparação com seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso, Lula espera sair novamente vitorioso. “É o nós contra eles”, tem dito. Paralelamente, Lula age para turbinar Dilma no ano eleitoral, associando as realizações do governo à sua candidata. Para o primeiro trimestre, por exemplo, está previsto um novo aumento do Bolsa Família, maior programa de transferência de renda do governo. Aliás, um dos objetivos de Lula é perenizar o programa a partir da aprovação de uma lei no Congresso. “O que espero de 2010 é que a gente continue tendo o apoio do povo brasileiro para avançarmos ainda mais no crescimento econômico, na geração de empregos e na redução das desigualdades sociais. Espero inaugurar muitas obras do PAC pelo Brasil, fazer os primeiros leilões para exploração do pré-sal, aprovar a consolidação das leis das nossas políticas sociais, para que os avanços que tivemos sejam mantidos pelos próximos governos”, disse o presidente à ISTOÉ. Mesmo que este desejo não seja realizado, Lula já garantiu na história o mesmo papel de destaque de presidentes como Juscelino Kubitscheck e Getúlio Vargas.
Para ler mais : Revista ISTO É - n° 2091 - Dezembro/09
//www. ISTOÉ Independente - Reportagem - Brasileiro do ano 2009 parte 1.mht
2 comentários:
Fran,
A Família Real chegou ao Brasil em 1808. Não é isso ?
[ ]s.
Obrigado pela observação. Sim a familia real chegou ao Brasil em 1808,
Vou arrumar
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