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terça-feira, 5 de julho de 2011

PRECISAMOS APRENDER A COMEMORAR AS NOSSAS VITÓRIAS



Ontem conversando com uma pessoa no trabalho sobre as grandes dificuldades, que temos no relacionamento humano no trabalho. Depois mais tarde deduzi: 
Precisamos comemorar as nossas vitórias no trabalho, mesmo que pequenas. Comemorar não é chegarmos aos 45 minutos do 2° tempo e querer levantar a taça, isto é roubar a vitória dos outros, frustrando os outros profissionais. Comemorar só tem graça se todo o time comemora. Podemos ter o melhor time, mas se jogamos desarticulado e desorganizado podemos perder o campeonato.
Toda pessoa que ser feliz e se realizar profissionalmente. Faz parte da vida, tanto faz parte da vida que a profissão incorpora a personalidade das pessoas. Isto nós percebemos em vários exemplos. Mas esta busca de felicidade e realização tem que servir todo o time, para comemorarmos quando formos campeões. Temos que trabalhar como um time integrado e bem treinado dando a importância ao indivíduo que compõe a equipe.
Planejar as ações de forma participativa para facilitar ganharmos a partida ou o campeonato. Sempre onde trabalhei os membros da equipe são bons profissionais, mas nem sempre trabalharam integrados. O discurso e bonito, muitas vezes,, mas a prática leva a outras situações. Quando os membros do time desarticulado, com um planejamento das ações capenga e não participativa muitos agem individualmente e percebemos certas atitudes que lembra um jogo que cada um joga desintegrado e desarticulado e é comum ouvirmos: -Eu venci. ou -Nós empatamos. Ou -Você perdeu. Precisamos comemorar as nossas vitórias planejando as ações em conjunto e participando das mudanças, de forma objetiva. 
Precisamos comemorar nossas vitórias jogando organizadamente pois o nosso tempo é agora. A Organização que trabalhamos, vai ficar e nós um dia iremos embora de uma forma ou de outra. Vamos ajudar organizar o time, pois precisamos obter vitórias. Não vamos desorganizar o trabalho dos outros membros da equipe por causa de nossas vaidades. Vamos organizar em conjunto, para obtermos melhores resultados. Precisamos comemorar as nossas pequenas, médias e grandes vitórias com um time organizado bem posicionado e com papel profissional definido. Cada um sabendo o que tem que fazer.
Para obtermos vitória precisamos controlar as ações. Ver se o que planejamos e organizamos estão acontecendo. Acertar os desvios e se preciso re-planejar e re-organizar novamente. E dolorido quando escuto “Manda quem pode obedece quem tem juízo” mostra uma desintegração. Começa a haver a torcida do erro. E que este erro seja sempre do outro. Erramos muito, e como erramos. O importante do erro e sermos humilde o suficiente para declaramos que erramos e vamos refazer o trabalho para obtermos a vitória da equipe.
A mais difícil função e dirigir uma equipe. Temos que nos colocarmos como um treinador que deve integrar a equipe, para podermos comemorar com o time nossas vitórias, mesmo que sejam pequenas. Elogiar o bom trabalho e se houver erro perceber quem fez e humano passível de erro. O que conta e saldo positivo da equipe.

Vamos comemorar as nossas vitórias mesmo que sejam pequenas e convidando todas as pessoas possíveis para erguermos a nossa taça. Precisamos realmente comemorar as nossas vitórias.

Francivaldo, madrugada do dia 27 de maio de 2010.

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sexta-feira, 25 de março de 2011

Liderança Natural

O Líder Natural
Um aspecto muito importante de um Líder e sua postura natural perante o grupo liderado. A importância da liderança natural, quando temos um projeto a ser desenvolvido pelo grupo de colaboradores. Vamos pegar a migração dos gansos, os quais fazem uma aerodinâmica com revezamento na liderança do grupo (como mostra a figura).


Objetivo do grupo
O grupo tem que ter um objetivo comum a ser “conquistado”. No caso dos gansos irem para longe do inverno.
A importância do revezamento do Líder Natural
O líder natural tem que ter a disposição para mudar de posição após um período determinado, porque o esforço despendido e muito grande. No caso dos gansos as pontas traseiras são as que menos esforço despende, e quanto mais chega perto da ponta dianteira mais força tem que fazer para voar.
Responsabilidade do Líder
A responsabilidade deve ser compartilhada entre os membros do grupo, mas cabe o Líder a responsabilidade maior, como: orientação e dirigibilidade. No caso dos nossos amigos gansos o Líder orienta e norteio o bando.
Onde e como podemos utilizar o Líder Natural?
O ideal que o Líder seja escolhido entre os pares, contando com isto exemplificamos alguns Líderes Naturais:
1) Presidente de associações sem fins lucrativos (Rotary, Lions, grêmios estudantis, diretórios acadêmicos, etc.);
2) Aviação militar na primeira guerra mundial (1914 a 1918), cada missão havia um Líder que levava as bombas (morteiros com espoletas) que tinham que chegar muito próximos aos alvos militares. Os inimigos tentavam derrubar o Líder que era protegido pelos outros da esquadrilha. Até na sua formação no caminho para o objetivo da missão lembrava aos dos gansos.
3) Quando a matriz de uma empresa monta uma equipe multidisciplinar (força tarefa)  para executarem tarefas nas suas subsidiárias ou projetos especiais. O importante que em cada “missão” tenha um novo coordenador (Líder) do grupo.
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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Manifesto do Pau Brasil


OSWALD DE ANDRADE

A poesia existe nos fatos. Os casebres de açafrão e de ocre nos verdes da Favela, sob o azul cabralino, são fatos estéticos.
O Carnaval no Rio é o acontecimento religioso da raça. Pau-Brasil. Wagner submerge ante os cordões de Botafogo. Bárbaro e nosso. A formação étnica rica. Riqueza vegetal. O minério. A cozinha. O vatapá, o ouro e a dança.
Toda a história bandeirante e a história comercial do Brasil. O lado doutor, o lado citações, o lado autores conhecidos. Comovente. Rui Barbosa: uma cartola na Senegâmbia. Tudo revertendo em riqueza. A riqueza dos bailes e das frases feitas. Negras de Jockey. Odaliscas no Catumbi. Falar difícil.
O lado doutor. Fatalidade do primeiro branco aportado e dominando politicamente as selvas selvagens. O bacharel. Não podemos deixar de ser doutos. Doutores. País de dores anônimas, de doutores anônimos. O Império foi assim. Eruditamos tudo. Esquecemos o gavião de penacho.
A nunca exportação de poesia. A poesia anda oculta nos cipós maliciosos da sabedoria. Nas lianas da saudade universitária.
Mas houve um estouro nos aprendimentos. Os homens que sabiam tudo se deformaram como borrachas sopradas. Rebentaram.
A volta à especialização. Filósofos fazendo filosofia, críticos, critica, donas de casa tratando de cozinha.
A Poesia para os poetas. Alegria dos que não sabem e descobrem.
Tinha havido a inversão de tudo, a invasão de tudo : o teatro de tese e a luta no palco entre morais e imorais. A tese deve ser decidida em guerra de sociólogos, de homens de lei, gordos e dourados como Corpus Juris.
Ágil o teatro, filho do saltimbanco. Ágil e ilógico. Ágil o romance, nascido da invenção. Ágil a poesia.
A poesia Pau-Brasil. Ágil e cândida. Como uma criança.
Uma sugestão de Blaise Cendrars : – Tendes as locomotivas cheias, ides partir. Um negro gira a manivela do desvio rotativo em que estais. O menor descuido vos fará partir na direção oposta ao vosso destino.
Contra o gabinetismo, a prática culta da vida. Engenheiros em vez de jurisconsultos, perdidos como chineses na genealogia das idéias.
A língua sem arcaísmos, sem erudição. Natural e neológica. A contribuição milionária de todos os erros. Como falamos. Como somos.
Não há luta na terra de vocações acadêmicas. Há só fardas. Os futuristas e os outros.
Uma única luta – a luta pelo caminho. Dividamos: Poesia de importação. E a Poesia Pau-Brasil, de exportação.
Houve um fenômeno de democratização estética nas cinco partes sábias do mundo. Instituíra-se o naturalismo. Copiar. Quadros de carneiros que não fosse lã mesmo, não prestava. A interpretação no dicionário oral das Escolas de Belas Artes queria dizer reproduzir igualzinho... Veio a pirogravura. As meninas de todos os lares ficaram artistas. Apareceu a máquina fotográfica. E com todas as prerrogativas do cabelo grande, da caspa e da misteriosa genialidade de olho virado – o artista fotógrafo.
Na música, o piano invadiu as saletas nuas, de folhinha na parede. Todas as meninas ficaram pianistas. Surgiu o piano de manivela, o piano de patas. A pleyela. E a ironia eslava compôs para a pleyela. Stravinski.
A estatuária andou atrás. As procissões saíram novinhas das fábricas.
Só não se inventou uma máquina de fazer versos – já havia o poeta parnasiano.
Ora, a revolução indicou apenas que a arte voltava para as elites. E as elites começaram desmanchando. Duas fases: 10) a deformação através do impressionismo, a fragmentação, o caos voluntário. De Cézanne e Malarmé, Rodin e Debussy até agora. 20) o lirismo, a apresentação no templo, os materiais, a inocência construtiva.
O Brasil profiteur. O Brasil doutor. E a coincidência da primeira construção brasileira no movimento de reconstrução geral. Poesia Pau-Brasil.
Como a época é miraculosa, as leis nasceram do próprio rotamento dinâmico dos fatores destrutivos.
A síntese
O equilíbrio
O acabamento de carrosserie
A invenção
A surpresa
Uma nova perspectiva
Uma nova escala.
Qualquer esforço natural nesse sentido será bom. Poesia Pau-Brasil
O trabalho contra o detalhe naturalista – pela síntese; contra a morbidez romântica – pelo equilíbrio geômetra e pelo acabamento técnico; contra a cópia, pela invenção e pela surpresa.
Uma nova perspectiva.
A outra, a de Paolo Ucello criou o naturalismo de apogeu. Era uma ilusão ética. Os objetos distantes não diminuíam. Era uma lei de aparência. Ora, o momento é de reação à aparência. Reação à cópia. Substituir a perspectiva visual e naturalista por uma perspectiva de outra ordem: sentimental, intelectual, irônica, ingênua.
Uma nova escala:
A outra, a de um mundo proporcionado e catalogado com letras nos livros, crianças nos colos. O redame produzindo letras maiores que torres. E as novas formas da indústria, da viação, da aviação. Postes. Gasômetros Rails. Laboratórios e oficinas técnicas. Vozes e tics de fios e ondas e fulgurações. Estrelas familiarizadas com negativos fotográficos. O correspondente da surpresa física em arte.
A reação contra o assunto invasor, diverso da finalidade. A peça de tese era um arranjo monstruoso. O romance de idéias, uma mistura. O quadro histórico, uma aberração. A escultura eloquente, um pavor sem sentido.
Nossa época anuncia a volta ao sentido puro.
Um quadro são linhas e cores. A estatuária são volumes sob a luz.
A Poesia Pau-Brasil é uma sala de jantar domingueira, com passarinhos cantando na mata resumida das gaiolas, um sujeito magro compondo uma valsa para flauta e a Maricota lendo o jornal. No jornal anda todo o presente.
Nenhuma fórmula para a contemporânea expressão do mundo. Ver com olhos livres.
Temos a base dupla e presente – a floresta e a escola. A raça crédula e dualista e a geometria, a algebra e a química logo depois da mamadeira e do chá de erva-doce. Um misto de "dorme nenê que o bicho vem pegá" e de equações.
Uma visão que bata nos cilindros dos moinhos, nas turbinas elétricas; nas usinas produtoras, nas questões cambiais, sem perder de vista o Museu Nacional. Pau-Brasil.
Obuses de elevadores, cubos de arranha-céus e a sábia preguiça solar. A reza. O Carnaval. A energia íntima. O sabiá. A hospitalidade um pouco sensual, amorosa. A saudade dos pajés e os campos de aviação militar. Pau-Brasil.
O trabalho da geração futurista foi ciclópico. Acertar o relógio império da literatura nacional.
Realizada essa etapa, o problema é outro. Ser regional e puro em sua época.
O estado de inocência substituindo o estada de graça que pode ser uma atitude do espírito.
O contrapeso da originalidade nativa para inutilizar a adesão acadêmica.
A reação contra todas as indigestões de sabedoria. O melhor de nossa tradição lírica. O melhor de nossa demonstração moderna.
Apenas brasileiros de nossa época. O necessário de química, de mecânica, de economia e de balística. Tudo digerido. Sem meeting cultural. Práticos. Experimentais. Poetas. Sem reminiscências livrescas. Sem comparações de apoio. Sem pesquisa etimológica. Sem ontologia.
Bárbaros, crédulos, pitorescos e meigos. Leitores de jornais. Pau-Brasil. A floresta e a escola. O Museu Nacional. A cozinha, o minério e a dança. A vegetação. Pau-Brasil.
Correio da Manhã, 18 de março de 1924


Fonte: www.lumiarte.com

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Os Números não mentem

O PIB brasileiro.
O agregado macroeconômico chamado Produto Interno Bruto (PIB), definição:O produto interno bruto (PIB) representa a soma (em valores monetários) de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região (quer seja, países, estados, cidades), durante um período determinado (mês, trimestre, ano, etc). O PIB é um dos indicadores mais utilizados na macroeconomia com o objetivo de mensurar a atividade econômica de uma região. Na contagem do PIB, considera-se apenas bens e serviços finais, excluindo da conta todos os bens de consumo de intermediário (insumos). Isso é feito com o intuito de evitar o problema da dupla contagem, quando valores gerados na cadeia de produção aparecem contados duas vezes na soma do PIB. Fonte: Wikipédia em portugues - pt.wikipedia.org/wiki/Produto_interno_bruto.
Importante estudo do PIB de um país e o percapita que o total do PIB dividido pelo número de habitantes. No caso do Brasil tivemos a herança maldita, que governou de 1.995 a 2.002 que deu um percentual negativo de -17,11% enquanto no período de 2.003 a 2.010 houve um crescimento muito forte de 211,64% conforme mostra a Tabela 1.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

A Próxima Crise

A “revolução” de parte da mídia (revolução midiática) chega ao absurdo de não apoiar o governo nas questões econômicas. Não importa que se criem empregos e que o Brasil esta se desenvolvendo economicamente e socialmente, o importante e seguir a “cartilha” do norte, fazendo um coro de perdidos e a continuarmos a sermos dominados.
Quando em 2008 a crise mundial, que tinha “olhos azuis” e para Brasil não passaria de uma “marolhinha”, parte da mídia “revolucionária” analisou e discordou do que estariam sendo feito. Resultado: passamos pela grande crise mundial, seguindo o nosso rumo na economia internacional.
A razão de termos uma crise mundial em 2008 foi porque o primeiro mundo criou uma bolha na economia, isto é, os patrimônios das organizações valiam mais que no seu valor real, principalmente os grandes bancos. Ora você tem ações que dizem que valem US$ 10 mil e na realidade só valem US$ 3 mil, o capitalista vai querer vender, agora coloca isto em grande escala, acontece um colapso financeiro, como exemplo o que aconteceu com os bancos do 1° mundo.

Fonte: Revista Isto É – Dinheiro – n° 590 – 28/01/09

Agora em 2010, preparando o mundo para a crise que vira nos próximos anos, o FMI e o 1° mundo, já estão a postos com seus Assassinos Econômicos (AE's) para derrubar as economias periféricas dos países não alinhados como mostra trecho extraído da reportagem: “O Brasil na guerra do dólar” página 90 da revista Isto É, n°2135 de 13/10/2010.

O BRASIL NA GUERRA DO DÓLAR
O governo tenta conter a enxurrada de dinheiro estrangeiro que entra no País. O FMI quer outra saída
Milton Gamez, enviado de Washington

[...] Nas últimas semanas, Japão, Suíça, Austrália e Coréia do Sul também armaram seus canhões para tentar manter a taxa de câmbio sob controle. A China tem segurado a moeda desvalorizada para azeitar sua máquina exportadora, a mais voraz do mundo. O diretor geral do FMI, Dominique Strauss-Kahn, aderiu ao vocabulário militar para criticar a ofensiva de quem, a seu ver, deveria se render na guerra cambial, especialmente a China. “Muitos países consideram suas moedas como armas, e isso certamente não é bom para a economia global”, afirmou.
Mantega e Henrique Meirelles, presidente do Banco Central, também vieram a Washington para explicar suas políticas e marcar posição. O governo brasileiro dobrou o imposto cobrado sobre investimentos estrangeiros em aplicações de renda fixa, para 4%. Na quarta-feira 6, autorizou o Tesouro a comprar dólares para pagar a dívida externa que vence em até quatro anos. Com isso, tentou frear a entrada de aplicações especulativas e aumentou em US$ 10,7 bilhões o poder de intervenção oficial no mercado cambial. O BC tem empregado dólares diariamente para aumentar o impacto da enxurrada de investimentos sobre a taxa de câmbio. [...]

[...] Na visão do FMI, o Brasil segue atrativo para os investidores que buscam rentabilidade em regiões de alto crescimento. “Nas circunstâncias de hoje, o fluxo de capitais (para o Brasil) tende a ser permanente”, afirmou à Isto É o economista- chefe e diretor de pesquisas do FMI, Olivier Blanchard. Para ele comprar toneladas de dólares não é uma estratégia sustentável em longo prazo: “Isso é provavelmente autodestrutivo”. Ao intervir no mercado o governo acumula reservas internacionais (US$ 279 bilhões atualmente) que rendem quase nada no Exterior e emite títulos locais que pagam 10,75% ao ano. Melhor seria, na visão do FMI, conter o aumento dos gastos públicos e abrir caminho para a redução dos juros (*), aliviando as dores da guerra cambial.

(*) Nota minha: Já vimos este filme antes.


Uma “banana” para o senhor Dominique Strauss-Kahn e para o senhor Olivier Blanhard, que são AE’s. A crise mundial que esta por vir e que os EUA e seus aliados, estão em guerra, e esta guerra e caríssima, custa bilhões de dólares por ano. Sendo que para manter o front, emitiram muito dinheiro, sem considerar expansão dos meios de pagamentos, criando um excesso de dólar no mercado, que a moeda utilizada no comércio internacional. Com isso o 1° mundo quer que o 3°mundo ajude a pagar a conta.
O FMI com seus AE’s vêm com o velho e sujo truque de conter o aumento dos gastos públicos e abrir caminho para redução de juros. Estes “conselhos” dos AE’s e que devemos investir menos na educação, saúde, em ações sociais, etc. como também desaquecer o mercado interno diminuindo o crédito. Ora isto nos levaria a uma crise interna acompanhando o 1° mundo, de estagnação econômica e inflação como foi feito no Governo do fhc (1995 a 2002) e vai acontecer com o zé pedágio caso seja eleito. Sendo bem radical, gostaria de um dia ver o Brasil aceitando como pagamento das exportações a nossa moeda (reais) ou talvez possa começar no MERCOSUL criando uma moeda para o livre mercado. Um sonho, mas não é impossível.
Por isso companheiros e companheiras, vamos eleger Dilma presidenta para que tenhamos autonomia em resolver os nossos problemas com nossas soluções.

(*) AE´s = assassinos econômicos. Termo usado por John Perkins, autor do livro “Confissões de um Assassino Econômico”


Mauá, 15 de outubro de 2010.

domingo, 28 de março de 2010

Dívida Externa Brasileira

Nasce uma nação endividada
Até o começo do século XIX, Portugal restringiu o comércio brasileiro ao monopólio colonial, mas o Brasil encontrava-se em expansão da produção. O reino português era mais um parasita de suas colônias, ocorrendo obstáculos intoleráveis opondo ao desenvolvimento do país. Este sistema de restrição cairá por circunstâncias internacionais, principalmente pela vinda da família real em 1808, fugindo dos exércitos de Napoleão, dando a abertura dos portos às nações “amigas”.
Quando os franceses foram expulsos de Portugal, pelo comandante supremo do exército português, general inglês Beresford. Com esta atuação, o general, torna-se governador e a monarquia portuguesa torna-se um joguete nas mãos da Inglaterra, piorando a sua independência ao Reino Unido, pois o reino deveria arcar com as despesas que tiveram para expulsar os exércitos napoleônicos do território português. A aliada Inglaterra, não levou em consideração, o apoio português contra o bloqueio feito a grande ilha do Reino Unido.
A liberdade no comércio internacional (principalmente com a Inglaterra), no final de Brasil colônia (Quadro 1), trouxe-nos um grande déficit da Balança comercial, precisando recorrer ao governo e aos bancos ingleses, com empréstimos com pagamento de juros. Com isso geramos uma dívida externa, pois não conseguíamos nem pagar os juros, precisando recorrer novamente aos cofres ingleses.

O déficit da balança comercial aliado a uma dívida interna, principalmente para manutenção da família real, tornou-se uma dívida externa em longo prazo, agravando a perspectiva do futuro do Brasil. Sendo que todo esforço de produção deixava o mercado interno em segundo plano, pois os problemas econômicos giravam em torno da dívida externa. Em 1.822 veio à independência do Brasil, e as monarquias européias, ligadas a uma política conservadora da “Quádrupla Aliança” (França, Áustria, Prússia e Rússia) defendiam a “política da legitimidade” criada pelo congresso de Viena, considerando a independência brasileira “ilegítima”, afirmando que só a reconheceriam se Portugal também o fizesse.
Em 1.825, com intermediação da Inglaterra, Portugal finalmente reconheceu nossa independência recebendo, porém do Brasil dois milhões de libras (uma enorme quantia para época), oriundo de dívidas contraídas para pagamento de dívida da guerra e manutenção da parasitária nobreza portuguesa.
O Brasil não tinha esse dinheiro, e a Inglaterra, “bondosamente” nos emprestou a juros aumentando a nossa dívida externa. Em 1826 a Inglaterra também reconheceu o Brasil, exigindo para isso a renovação por mais 15 anos do tratado de 1810, mantendo taxas alfandegárias de importação reduzidas, gerando com isso um empréstimo de três milhões de libras, que se dilapidaram em despesas mal controladas (com boa parte comissões de intermediários, agenciadores e banqueiros) e isto, obrigaram o governo brasileiro a fazerem outros empréstimos externos, como mostro no Quadro 2. Estes empréstimos eram realizados em condições onerosas, verdadeiras operações de agiotagem, exemplo foi o empréstimo de 1.829 no valor de 400 mil libras do valor nominal, o país recebeu 208 mil libras, com juros de 5% ao ano (dos 400 mil). Este conluio entre os desonestos altos dignitários do império e os banqueiros ingleses (quase sempre da casa Rothschild), lançando-se sem piedade sobre uma presa frágil que era o Brasil.
E assim passamos o primeiro e o segundo império, com uma dívida externa, galopante que sugava como um vampiro, toda a nossa capacidade de produção. Nenhum governante e junto com a elite brasileira (havia algumas exceções), não teve a coragem de enfrentar este problema econômico de frente que nos prejudicou em muito o nosso futuro.




Proclamação da República
Não é nenhum filme do diretor de cinema Costa Gavras, mas a proclamação da república foi um golpe de uma elite tacanha e demagógica brasileira (com algumas exceções), muitos republicanos antes apoiavam a monarquia. Foi um golpe militar com pequenos grupos civis sem participação popular, sem a preocupação de uma transformação social da sociedade. A dívida externa brasileira cresce de 30 milhões de libras na época da proclamação para 90 milhões de libras em 1910 e chegando ao auge da crise mundial com 250 milhões de libras em 1.930. Uma grave conseqüência financeira era os bancos estrangeiros que operavam no Brasil, especulando com a produção do café, borracha, cacau etc. Estas especulações atingiam as exportações brasileiras. O principal negócio dos bancos estrangeiros no território nacional era operar no estrangeiro, pois os bancos brasileiros não operavam no exterior. Isto gerava um gasto enorme nas tarifas e serviços, deixando nossa balança comercial vulnerável aos nossos algozes.

Robin Hood ao contrário (rouba do pobre para dar ao rico)
Uma prática utilizada que se acentuou após a década de trinta, foi os países subdesenvolvidos financiar os países desenvolvidos da Europa e da América do Norte. Meados da década de quarenta a dívida externa brasileira passou a migrar para a moeda Norte Americana, pois com a Europa devastada pela guerra e com a conferência monetária de Bretton Woods, ocorrida em 1944, que visava assegurar a estabilidade monetária internacional, trocando o padrão ouro de troca, que prevaleceu entre 1876 a 1918, por equivalência ouro-dólar. A equivalência ouro-dólar foi um engodo para os países pobres, que custou fortes crises nestes países na década de 70 e 80, inclusive no Brasil. O engodo, no caso brasileiro começou na II guerra, o país acumulou saldo positivo da balança comercial favorável sobre os países europeus como Grã-Bretanha, França, etc. Estes países estavam impossibilitados em liquidarem seus débitos comerciais com o Brasil, e o nosso “bondoso” governo do Presidente Dutra, liquidou nossos créditos no exterior (principalmente com a Grã-Bretanha) em condições desvantajosas para nós, como exemplo o aceite de empresas ferroviárias toda sucateada que os ingleses mantinham aqui como forma de pagamento dos débitos.
Neste tempo o Brasil passou a ter um novo grande credor, o Estados Unidos da América. Com um déficit da balança comercial (Quadro 3), e quase um monopólio nas relações comerciais com os americanos e começamos a entrar novamente no ciclo vicioso do desequilíbrio das reservas internacionais líquidas.


Chegando à década de 50 houve a necessidade da industrialização de bens de consumo, pois a indústria de base já vinha sendo desenvolvida no país, principalmente a siderurgia e também com construção de usinas hidrelétricas. Agora, como a nossa poupança interna aproximava de zero, tivemos que alavancar a economia com recursos externos, através de empréstimos para infra-estrutura, criando condições para as indústrias nacionais como também as instalações das multinacionais.
Este foi o Plano de Metas de JK (Juscelino Kubitschek) principalmente com a construção de Brasília em posição estratégica e também incentivando a implantação da indústria automobilística para alavancar o desenvolvimento econômico do Brasil.
Chegamos em 1971 e o então presidente americano Richard Nixon, da noite para o dia “revogou” a equivalência ouro-dólar e com isto a cumprindo as regras de emissões de dinheiro com a expansão dos meios de pagamento internacional e ficando muito comprometida. O EUA tem o poder de emitir uma moeda usada no comércio internacional (o dólar) sem nenhuma equivalência gerando uma forte crise e não levando somente os nortes americanos, mas também o Mundo todo. Inclusive neste episódio o primeiro mundo, culpou os árabes pela crise, com a alta do petróleo, gerando hiperinflação, desemprego, instabilidade dos governos, etc., principalmente nos países do terceiro mundo, como o Brasil. O “lucro” de Bretton Woods, não foi dividido com os países pobres, mas em compensação o “prejuízo” sim.

No caso brasileiro a década de 80 e considerada uma década perdida no que se refere à economia, apesar do esforço do Brasil, na produção de bens e serviços, como mostra-nos o Quadro 4. Todo esforço de produção brasileira era para pagar os serviços da dívida da balança comercial, numa moeda internacional que contava apenas com a sua expansão monetária.
Nos anos noventa, com a queda do muro de Berlim e a bancarrota do sistema econômico da União Soviética, não tendo mais a sombra do socialismo real, o primeiro mundo voraz e faminto veio com tudo e atacou sem piedade os países do terceiro mundo. As Nações desenvolvidas precisariam sair da crise que eles criaram nos anos oitentas, e a fórmula foi um novo conceito do liberalismo econômico o chamado por muitos como “Projeto Neoliberal”. O Brasil sofreu conseqüências duras com o neoliberalismo econômico como o desemprego crônico e sucateamento da nossa indústria nacional, ficando fácil a capital estrangeiro adquiri-las. Outro dano foi às privatizações de setores fundamentais da economia como os setores siderúrgicos, telecomunicações, elétricos e financeiros. O projeto neoliberal pregava a reengenharia de um Estado mínimo sendo outro engodo para o terceiro mundo. E mais uma vez nosso “bondoso” governo cedeu à pressão e não procurando outra solução, preocupou-se em não gastar com setores prioritários, como educação e saúde seguindo a cartilha do FMI, ajudando novamente os países do primeiro mundo. Como comparação houve a privatização e a dívida externa aumentou no período em 1990 chegava a 123,9 bilhões US$ e aumentou para 214,9 em dezembro de 2002. O “bondoso” governo neoliberal vendeu as nossas principais empresas estatais e ainda conseguiu aumentar a nossa dívida externa, isto é um absurdo econômico, faltando brasilidade.





Reservas Internacionais.
“No período analisado pelo relatório de 2002 a 2008, observou-se aumento significativo do montante das reservas internacionais. Esse aumento é resultado da política de acumulação de reservas iniciadas em 2004. Em janeiro 2002, o montante de reservas internacionais, no conceito de liquidez, era de US$ 36,2 bilhões. De dezembro de 2003 a dezembro de 2008, o total de reservas internacionais, no mesmo conceito, passam de US$ 49,3 bilhões para US$ 206,8 bilhões. De 2002 a 2008. o rendimento médio das reservas internacionais (Quadro 5), em dólares norte-americanos, foi de aproximadamente 6,2% ao ano. Em 2008, o rendimento obtido foi de 9,3% ante 9,4% em 2007." Fonte: Relatório do Banco Central (página 5),



Em 23 de fevereiro de 2010, o Banco Central divulgou os dados do setor externo sobre o Balanço de Pagamento, Reservas Internacionais e Dívida Externa.
No tocante as Reservas Internacionais, o Banco Central colocou:
“As reservas internacionais no conceito liquidez, que inclui o saldo das operações de empréstimo em moedas estrangeiras, somaram US$240,8 bilhões em janeiro, crescimento de US$1,8 bilhão frente ao apurado no mês anterior.”
Agora, sobre a Dívida Externa, citou:
“A dívida externa total, estimada para o mês de janeiro, somou US$200,9 bilhões, com redução de US$1,6 bilhão em relação à posição estimada para o mês anterior. A dívida externa de médio e longo prazo aumentou US$1,2 bilhão, atingindo US$173,1 bilhões, enquanto a dívida de curto prazo diminuiu US$2,8 bilhões, totalizando US$27,8 bilhões.” Fonte: Banco Central-Setor Externo - Nota a Imprensa 23 de fevereiro de 2010
Notamos hoje que a mídia regressa brasileira não divulga tão importantes dados, que por décadas foi alvo de debate. A dívida externa, para os “formadores de opiniões” não existe mais, e que não dá mais audiência, ninguém chuta cachorro morto.
Os números são favoráveis ao Brasil, que mostra uma liquidez de 240 bilhões de dólares contra uma dívida de 200,9 bilhões de dólares. Além disso, reverteu em 1,2 bilhões a médio e longo prazo e diminuiu em 2,8 bilhões de dólares dívida de curto prazo, aumentando assim mais a confiança dos investidores externos.
Por causa desta “reserva” o Brasil diminuiu em muito o efeito da crise de 2009. E mostra que, hoje o Governo tem total controle sobre a Dívida Externa, com uma liquidez nunca vista na história deste país.
Provavelmente daqui a 20 anos, nos seremos uma Nação forte e desenvolvida, não só na economia, mas socialmente também, contanto que o povo brasileiro continue trabalhando para dar um lugar melhor aos nossos filhos e netos e tendo juízo e não aceitando os discursos vazios como vender nossas riquezas em troca de banana. Temos que dizer não a venda da Petrobras (lembro que não houve tempo para privatização no governo de FHC), Banco do Brasil, Internacionalização da Amazônia, etc.
Eu tenho orgulho e sempre quis um País assim. Ainda não conquistamos a soberania e o pleno desenvolvimento econômico social, mas estamos a caminho, e dando uma lição ao Mundo, que é possível se desenvolver economicamente e socialmente.


-.-.-.-

O Analfabeto Político.
Bertolt Brecht

O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, os preços do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce à prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.