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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

A Próxima Crise

A “revolução” de parte da mídia (revolução midiática) chega ao absurdo de não apoiar o governo nas questões econômicas. Não importa que se criem empregos e que o Brasil esta se desenvolvendo economicamente e socialmente, o importante e seguir a “cartilha” do norte, fazendo um coro de perdidos e a continuarmos a sermos dominados.
Quando em 2008 a crise mundial, que tinha “olhos azuis” e para Brasil não passaria de uma “marolhinha”, parte da mídia “revolucionária” analisou e discordou do que estariam sendo feito. Resultado: passamos pela grande crise mundial, seguindo o nosso rumo na economia internacional.
A razão de termos uma crise mundial em 2008 foi porque o primeiro mundo criou uma bolha na economia, isto é, os patrimônios das organizações valiam mais que no seu valor real, principalmente os grandes bancos. Ora você tem ações que dizem que valem US$ 10 mil e na realidade só valem US$ 3 mil, o capitalista vai querer vender, agora coloca isto em grande escala, acontece um colapso financeiro, como exemplo o que aconteceu com os bancos do 1° mundo.

Fonte: Revista Isto É – Dinheiro – n° 590 – 28/01/09

Agora em 2010, preparando o mundo para a crise que vira nos próximos anos, o FMI e o 1° mundo, já estão a postos com seus Assassinos Econômicos (AE's) para derrubar as economias periféricas dos países não alinhados como mostra trecho extraído da reportagem: “O Brasil na guerra do dólar” página 90 da revista Isto É, n°2135 de 13/10/2010.

O BRASIL NA GUERRA DO DÓLAR
O governo tenta conter a enxurrada de dinheiro estrangeiro que entra no País. O FMI quer outra saída
Milton Gamez, enviado de Washington

[...] Nas últimas semanas, Japão, Suíça, Austrália e Coréia do Sul também armaram seus canhões para tentar manter a taxa de câmbio sob controle. A China tem segurado a moeda desvalorizada para azeitar sua máquina exportadora, a mais voraz do mundo. O diretor geral do FMI, Dominique Strauss-Kahn, aderiu ao vocabulário militar para criticar a ofensiva de quem, a seu ver, deveria se render na guerra cambial, especialmente a China. “Muitos países consideram suas moedas como armas, e isso certamente não é bom para a economia global”, afirmou.
Mantega e Henrique Meirelles, presidente do Banco Central, também vieram a Washington para explicar suas políticas e marcar posição. O governo brasileiro dobrou o imposto cobrado sobre investimentos estrangeiros em aplicações de renda fixa, para 4%. Na quarta-feira 6, autorizou o Tesouro a comprar dólares para pagar a dívida externa que vence em até quatro anos. Com isso, tentou frear a entrada de aplicações especulativas e aumentou em US$ 10,7 bilhões o poder de intervenção oficial no mercado cambial. O BC tem empregado dólares diariamente para aumentar o impacto da enxurrada de investimentos sobre a taxa de câmbio. [...]

[...] Na visão do FMI, o Brasil segue atrativo para os investidores que buscam rentabilidade em regiões de alto crescimento. “Nas circunstâncias de hoje, o fluxo de capitais (para o Brasil) tende a ser permanente”, afirmou à Isto É o economista- chefe e diretor de pesquisas do FMI, Olivier Blanchard. Para ele comprar toneladas de dólares não é uma estratégia sustentável em longo prazo: “Isso é provavelmente autodestrutivo”. Ao intervir no mercado o governo acumula reservas internacionais (US$ 279 bilhões atualmente) que rendem quase nada no Exterior e emite títulos locais que pagam 10,75% ao ano. Melhor seria, na visão do FMI, conter o aumento dos gastos públicos e abrir caminho para a redução dos juros (*), aliviando as dores da guerra cambial.

(*) Nota minha: Já vimos este filme antes.


Uma “banana” para o senhor Dominique Strauss-Kahn e para o senhor Olivier Blanhard, que são AE’s. A crise mundial que esta por vir e que os EUA e seus aliados, estão em guerra, e esta guerra e caríssima, custa bilhões de dólares por ano. Sendo que para manter o front, emitiram muito dinheiro, sem considerar expansão dos meios de pagamentos, criando um excesso de dólar no mercado, que a moeda utilizada no comércio internacional. Com isso o 1° mundo quer que o 3°mundo ajude a pagar a conta.
O FMI com seus AE’s vêm com o velho e sujo truque de conter o aumento dos gastos públicos e abrir caminho para redução de juros. Estes “conselhos” dos AE’s e que devemos investir menos na educação, saúde, em ações sociais, etc. como também desaquecer o mercado interno diminuindo o crédito. Ora isto nos levaria a uma crise interna acompanhando o 1° mundo, de estagnação econômica e inflação como foi feito no Governo do fhc (1995 a 2002) e vai acontecer com o zé pedágio caso seja eleito. Sendo bem radical, gostaria de um dia ver o Brasil aceitando como pagamento das exportações a nossa moeda (reais) ou talvez possa começar no MERCOSUL criando uma moeda para o livre mercado. Um sonho, mas não é impossível.
Por isso companheiros e companheiras, vamos eleger Dilma presidenta para que tenhamos autonomia em resolver os nossos problemas com nossas soluções.

(*) AE´s = assassinos econômicos. Termo usado por John Perkins, autor do livro “Confissões de um Assassino Econômico”


Mauá, 15 de outubro de 2010.

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